Em pronunciamento durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a possibilidade de proibir as exportações de diesel para reduzir os preços para os motoristas.

A decisão foi motivada pela alta nos preços do diesel nos EUA, que atingiram novos recordes, além da pressão política dos republicanos antes das eleições de meio mandato marcadas para 3 de novembro.

A média nacional de preços do diesel ultrapassou os US$ 6,50 por galão, segundo dados da AAA, um novo recorde.

Pressões políticas e econômicas

A alta nos preços do diesel tem gerado urgência política, especialmente entre os republicanos, que pressionam o governo para restringir as exportações.

A representante republicana Ashley Hinson, candidata ao Senado no estado de Iowa, afirmou que os consumidores locais estão sendo 'pressionados' e que não devem pagar mais caro pelo combustível.

O senador Dan Sullivan, de Alaska, também pediu uma 'pausa temporária' nas exportações de diesel para reabastecer os estoques internos.

Contexto geopolítico

A alta nos preços do diesel está relacionada à escassez de suprimentos globais de petróleo, influenciada pela guerra na Ucrânia e pelas restrições de exportação russas.

A Ucrânia intensificou ataques aéreos contra instalações de refino na Rússia, afetando significativamente a capacidade de produção de diesel do país.