Em entrevista a jornalistas em 14 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter interrompido o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia. A declaração veio após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmar que seu país não recebeu aviso sobre novas ondas de ataques russos.

Zelenskyy relatou que as forças russas lançaram 39 mísseis balísticos contra Kiev e Kharkiv no dia anterior, incluindo um ataque a uma usina termelétrica. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que pelo menos três pessoas morreram em um prédio residencial atingido pelos mísseis.

Segundo Trump, 'Não, nós não fizemos isso'. Ele reiterou que Washington está ajudando a Ucrânia e compartilhando inteligência, com o objetivo de encerrar a guerra, que já dura cinco anos.

Contextualização

A falta de aviso não indica necessariamente que Washington tenha restringido a inteligência. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiha, afirmou que seu país ainda recebe inteligência militar dos EUA, sugerindo que o atraso pode estar relacionado ao tipo de armamento russo usado.

Analistas observaram que as acusações de Zelenskyy ocorreram após um acordo entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, para levantar restrições sobre o exportação de combustível diesel russo. Isso levanta a possibilidade de Trump estar pressionando Kiev para evitar ataques a refinarias russas.