Bloqueio de exportações para a União Europeia afeta setores de carne bovina e mel A partir desta quinta-feira (3), a União Europeia interrompe as compras de produtos de origem animal do Brasil. No caso da carne bovina, a suspensão preocupa menos pelo volume exportado e mais pela importância estratégica do bloco para pecuaristas e frigoríficos brasileiros. ➡️ A UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A UE recebe apenas 3,7% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil e responde por 5,8% do valor das vendas.

Ainda assim, compra cortes nobres e é considerada uma espécie de "vitrine" para o mundo: atender às exigências europeias é visto como um selo de qualidade que ajuda a abrir portas em outros mercados, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. "A Europa é uma vitrine seja por causa das exigências em termos de rastreabilidade, seja pela remuneração. Ela compra praticamente só cinco cortes do nosso boi, só que paga bem", ressalta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea-USP.

Segundo Carvalho, enquanto a China — destino de cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina — paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo do produto, a União Europeia paga cerca de US$ 10.