A partir desta quinta-feira (3), a União Europeia (UE) interrompeu as compras de produtos de origem animal do Brasil, incluindo a carne bovina. Apesar de representar apenas 3,7% do volume exportado e 5,8% do valor das vendas, a UE é vista como uma 'vitrine' para o mercado global.

Importância estratégica

A decisão não se baseia em irregularidades na carne brasileira, mas sim na avaliação de que o controle do país sobre o uso de antimicrobianos é insuficiente. Enquanto a China paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo do produto, a UE paga cerca de US$ 10, valor que é 50% superior.

A preferência europeia é por cortes do traseiro do boi, como filé mignon e contrafilé, enquanto os chineses têm preferência pelos cortes dianteiros.