O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (2) interrompendo a sequência de fortes quedas iniciada na última sexta-feira, 28, e colocando o metal de volta no nível de US$ 4.400 a onça-troy. A alta do petróleo e os reflexos para a política do Federal Reserve (Fed) seguem observados, assim como as repercussões deste movimento para o dólar e os rendimentos dos Treasuries. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,41%, a US$ 4.414,6 por onça-troy.

A prata para dezembro avançou 0,15%, a US$ 65,46 por onça-troy. Leia Mais Bolsas da Europa caem com tensões entre EUA-Irã e alta de títulos europeus Cade aprova compra de 60% da CRDC pela B3, condicionada a acordo BC do Canadá mantém juros em 2,25% e cita risco maior para inflação “Os metais preciosos sofreram uma forte desvalorização, à medida que o dólar mais forte e a alta no rendimento dos Treasuries de 10 anos aceleraram a realização de lucros. Ambos os metais apresentaram uma recuperação modesta, mas a dinâmica de preços permaneceu fraca”, aponta o Sucden Financial.

“O ouro agora precisa recuperar o patamar de US$ 4.400 a onça para se estabilizar, por outro lado, a incapacidade de sustentar o nível de US$ 4.350 poderia abrir caminho para uma correção mais acentuada. A prata permanece mais vulnerável após sua queda mais acentuada, sendo necessária uma recuperação acima de US$ 66 a onça para retomar o ímpeto”, avalia.