O Reino Unido tem contratos públicos no valor de mais de 2,1 bilhões de libras (cerca de 2,89 bilhões de dólares) com 17 empresas vinculadas a assentamentos ilegais na Faixa Oriental, segundo investigação da Al Jazeera.
Empresas e atividades em assentamentos ilegais
As empresas identificadas pela ONU como envolvidas em atividades relacionadas a assentamentos ilegais no território ocupado pelo Israel estão integradas ao sistema de contratações do setor público britânico, incluindo manutenção de estradas, transporte e serviços emergenciais.
Entre as empresas envolvidas estão subsidiárias da Motorola Solutions, com mais de 1,7 bilhão de libras de contratos, por meio da sua filial britânica Airwave Solutions. Outras estão ligadas a grupos como Heidelberg Materials (Alemanha), Egis (França), CAF (Espanha) e Fosun (China).
Críticas e contexto internacional
O relatório da ONU aponta que as empresas estão envolvidas em atividades como exploração de terras palestinas e construção de infraestrutura em assentamentos ilegais. A empresa Breas Medical, filial da Fosun, recebe dinheiro público britânico, e sua subsidiária Ahava opera no assentamento de Mitzpe Shalem.
Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça determinou que a presença israelense na Faixa Oriental é uma violação das obrigações internacionais. O governo britânico está avaliando uma medida para proibir o comércio com esses assentamentos, após mais de 140 deputados do Partido Laborista solicitarem ação.
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