A comunidade jurídica tem se voltado para a discussão sobre a ação civil ajuizada pela OAB de São Paulo em 7 de outubro de 2026, contra a Enter, uma empresa que oferece inteligência artificial (IA) para atividades jurídicas. Enquanto a Ordem pede garantias de supervisão e proteção de dados, a empresa defende que a tecnologia é apenas uma ferramenta auxiliar, com revisão final sob responsabilidade dos profissionais.

Em meio a essa discussão, surge o conceito de vibe lawyering, que descreve a obtenção de orientações, argumentos e documentos jurídicos por meio de IA, mesmo por pessoas sem formação em Direito. Este fenômeno, inspirado em vibe coding, ganhou destaque no campo jurídico e foi examinado por publicações como a The Economist.

No Brasil, a expressão vibe law é usada para discutir a automação e o valor econômico do trabalho jurídico, enquanto outra parte observa a relação com o cliente que chega à consulta previamente informado. Dierle Nunes e Camila Bambirra alertam sobre a substituição de repertório e juízo crítico pela confiança na ferramenta.