Vírus raro da família do Ebola se espalha rapidamente na África Um surto crescente de Bundibugyo na África Oriental está chamando atenção para a necessidade de preparação para doenças raras e letais.

Outbreak de Bundibugyo exige preparação para doenças emergentes A professora Nancy Sullivan, da Boston University, argumenta que a preparação para surtos deve ir além das doenças mais conhecidas.

Ao longo dos últimos anos, o Bundibugyo, um vírus raro da família filovirus, que inclui o Ebola, causou apenas dois surtos reconhecidos - em Uganda em 2007 e na República Democrática do Congo (RDC) em 2012. No entanto, o atual surto já superou esses eventos anteriores em termos de escala e trajetória.

Segundo a OMS, 695 casos confirmados e 138 mortes foram relatados na RDC e Uganda até 11 de junho. A preparação para um surto depende de várias medidas trabalhando juntas rapidamente, incluindo diagnóstico rápido, isolamento de pacientes infectados, rastreamento de pessoas expostas, fortalecimento de controle de infecção e cuidados médicos de suporte.

Quando os recursos laboratoriais são limitados, atrasos no diagnóstico podem permitir que o vírus se espalhe mais rapidamente. Além disso, o Bundibugyo pode causar uma forma severa de febre hemorrágica, levando a inflamação generalizada, dano e falha de células que revestem as veias, sangramento incontrolado e falha múltipla de órgãos.

O vírus se espalha através de contato direto com fluidos corporais infectados. Isso cria riscos especiais para familiares, cuidadores e profissionais de saúde, especialmente em hospitais sem controle adequado de infecção. O surto atual foi reconhecido após a morte de uma enfermeira.