O governo argentino lançou, nesta segunda-feira (19), um plano de demissão voluntária com o qual espera cortar 20 mil novos postos de trabalho na administração pública.

Os cortes se somariam aos mais de 77 mil postos de trabalho eliminados desde que o presidente Javier Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023.

Detalhes do plano

O programa terá duração de um mês, a partir de 1º de novembro, e prevê pagamentos que variam conforme a idade e o tempo de serviço dos funcionários, apurou a AFP. Quem aderir ficará proibido de voltar a trabalhar na administração pública por oito anos.

Ao mesmo tempo, o setor privado formal perdeu 270 mil postos de trabalho no período, segundo fontes sindicais.

Reações e impactos

A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), sindicato que representa servidores públicos, anunciou uma marcha contra o plano. “Não é desligamento voluntário, é demissão extorsiva. A rejeição a este decreto é total”, escreveu no X o secretário-geral da entidade, Rodolfo Aguiar.

O funcionalismo público é um dos principais alvos da política de redução dos gastos do Estado adotada por Milei, conhecida como “motosserra”.