Protesto estudantil contra cortes nas universidades da Argentina termina em confronto com a polícia Milhares de estudantes e professores argentinos foram às ruas nesta quinta-feira (15) em protesto contra o governo de Javier Milei, na Argentina. Em Buenos Aires, a manifestação terminou em confronto entre policiais e manifestantes, com lançamento de pedras e disparos de gás lacrimogêneo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os manifestantes exigem que o governo cumpra uma lei que prevê a atualização do financiamento das universidades públicas, incluindo a reposição das perdas salariais dos professores e a recomposição das bolsas estudantis.
A mobilização ocorre após dias de greve, protestos dentro das universidades e decisões judiciais que determinam que o Executivo aplique a chamada Lei de Financiamento Universitário. Os confrontos foram registrados durante o ato central, na praça em frente ao Congresso argentino. Dezenas de pessoas atiraram pedras, enquanto policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Durante os protestos, manifestantes levaram bandeiras de entidades estudantis e sindicatos de professores. Entre as mensagens exibidas estavam "Milei, cumpra a lei" e "A universidade pública é um direito, não um privilégio". "Estamos exigindo que nos paguem o que nos devem", disse à AFP Francisca Staiti, secretária-geral do sindicato de professores Conadu Histórica.
Segundo a dirigente, as restrições orçamentárias levam professores a acumular empregos ou abandonar seus cargos.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.