Imagem gerada por IA para o Canal Rural A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com o fim da escala 6×1, poderá elevar os custos de produção de alimentos e agravar a escassez de trabalhadores no campo. O alerta é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que manifestou preocupação com os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14) . Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Segundo a entidade, a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso semanal, poderá comprometer a competitividade das propriedades rurais, especialmente entre pequenos e médios produtores, que enfrentam margens apertadas e dificuldades para repassar aumentos de custos aos preços de venda. A Faesp destaca que, diferentemente de outras atividades econômicas, a agropecuária exige operações contínuas, inclusive aos finais de semana. Atividades como ordenha, alimentação e cuidados sanitários dos animais não podem ser interrompidas, enquanto plantio, irrigação e colheita dependem das condições climáticas e dos ciclos produtivos.

“O campo não pode parar. Os animais precisam de cuidados todos os dias e uma lavoura não pode esperar quando chega o momento certo da colheita. Não podemos impor novos custos sem avaliar as consequências para quem produz, emprega e garante o abastecimento de alimentos à população”, afirmou o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.