Os avanços tecnológicos estão transformando diversos aspectos da vida moderna, incluindo a compreensão do envelhecimento humano. Nos últimos 20 anos, os cientistas têm adquirido uma visão mais completa sobre os mecanismos biológicos subjacentes ao processo de envelhecimento e estão desenvolvendo métodos para retardar, estabilizar e até mesmo inverter seus efeitos no corpo e na mente.

Da esperança de vida à saúde

A esperança de vida dobrou nas últimas 150 anos devido a progressos médicos e sociais. Hoje, crianças nascidas em países de alta renda têm uma probabilidade de viver além dos 80 anos.

Muita atenção agora se dirige à extensão da saúde, ou o número de anos saudáveis antes do final da vida. Segundo um artigo publicado na revista científica Nature em 2018, entre 16% e 20% da vida são gastos em luta contra doenças crônicas avançadas na velhice.

A população global de pessoas com mais de 60 anos atingirá 2,1 bilhões em 2050, conforme estimativa do Organização Mundial da Saúde. A China será particularmente afetada, com mais de 500 milhões de pessoas acima dos 60 anos previstas para o meio do século.

O que é o envelhecimento?

Cientistas propõem duas hipóteses para explicar o envelhecimento a partir de uma perspectiva biológica. Alguns acreditam que o envelhecimento resulta das mesmas processos de desenvolvimento úteis na infância, que continuam a funcionar de forma aleatória na idade adulta, causando o declínio funcional associado à velhice. Por exemplo, a perda óssea após a menopausa poderia ser a continuação do processo de extração de cálcio do esqueleto para produzir leite em mães lactantes, ou a miopia na meia-idade poderia ser causada pelo crescimento contínuo da lente do olho durante a vida adulta.

Outros sugerem que o envelhecimento é a perda gradativa da capacidade do corpo de se reparar. Quando jovem, o corpo se recupera de danos para garantir que os genes possam ser transmitidos à próxima geração.