O avanço dos biocombustíveis e da industrialização da soja pode ser um dos caminhos para ampliar a demanda interna pelo grão, agregar valor à produção e sustentar a rentabilidade do produtor rural nos próximos anos. O tema esteve no centro do painel 'Verticalização da soja na produção de energia', realizado durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, em Ipiranga do Norte (MT).

Menor demanda da China aumenta debate sobre industrialização

Comentarista do Canal Rural e mediador do painel, Miguel Daoud destacou que o Brasil tem uma demanda crescente relacionada à transição energética e que a soja pode assumir papel importante nesse processo.

A possibilidade de mudança na demanda chinesa também foi abordada pelo diretor-presidente da Evermat, Tiago Stefanello. Para ele, ampliar o processamento da matéria-prima dentro do Brasil é fundamental para preparar o setor para novos cenários de mercado.

Além do biodiesel, Stefanello destacou o etanol, o DDGS e a produção de carne como alternativas para transformar matérias-primas agropecuárias em produtos de maior valor agregado.

O executivo também chamou atenção para os gargalos de infraestrutura enfrentados pelo país.

“Tanto o etanol quanto o diesel têm que ser colocados na nossa cadeia como pilares básicos,” defendeu.

Para Stefanello, o desenvolvimento da indústria de biocombustíveis exige planejamento, estudos, investimentos e acesso ao crédito, além de previsibilidade para que produtores e empresas possam tomar decisões de longo prazo.