Bosnia: A longa sombra lançada pela cerimônia de Ratko Mladic

Belgrado rejeitou ter organizado um funeral estatal para Ratko Mladic, condenado pelo genocídio em Srebrenica e crimes contra a humanidade em 2017, mas suas ações durante a cerimônia fizeram o contrário.

Bosnia e Herzegovina: Dois entidades, duas narrativas

No país criado pelo Acordo de Paz de Dayton de 1995, as reações foram profundamente divididas. Em Republika Srpska, a entidade serbófona, autoridades participaram da cerimônia e defenderam Mladic, enquanto em Sarajevo, a capital da Federação de Bosnia e Herzegovina, a abordagem foi diferente.

Elmedin Konakovic, ministro das Relações Exteriores, anunciou medidas para enfriar as relações diplomáticas com Belgrado, reduzindo a presença do consulado.

Política e eleições

A cerimônia de Mladic se tornou uma ferramenta política em meio às campanhas eleitorais. Em ambos os países, a participação de autoridades e a defesa de Mladic são usadas para ganhar apoio entre eleitores.