Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE Os candidatos que disputam as eleições de 2026 estão mais velhos do que os que concorreram em 2022. A idade média aumentou em todos os cargos analisados, enquanto a participação de candidatos com 60 anos ou mais passou de 17,48% para 21,03% do total. O levantamento é do g1, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e considera todos os candidatos registrados na eleição passada (29.262) e na atual (20.621).
O movimento ocorre em uma eleição na qual o próprio eleitorado brasileiro também está mais velho. Segundo o TSE, o número de eleitores com 60 anos ou mais cresceu 13,9% em relação a 2022, enquanto o contingente de jovens aptos a votar diminuiu. Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas em outubro.
Para a cientista política e professora da UFRJ Mayra Goulart, o envelhecimento das candidaturas reflete uma maior concentração do sistema político, que tem reduzido o espaço para novos concorrentes. Segundo ela, a queda no número de candidaturas, combinada a mudanças nas regras eleitorais, como o fim das coligações proporcionais e o endurecimento da cláusula de barreira, contribuiu para reduzir o número de partidos com peso eleitoral e restringir as disputas a grupos já estabelecidos. “O primeiro dado a observar não é a idade, é o volume: passamos de 29 mil para 20 mil candidaturas registradas, uma queda de quase 30%.
Menos gente disputando e a disputa concentrada em quem já está dentro — a idade média sobe como consequência”, afirma.
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