Foto: Canal Rural A consultoria Safras & Mercado observou que o mercado físico de etanol hidratado finalizou a primeira metade de agosto com um forte movimento de alta nos preços no Centro-Sul, com uma direção clara a máxima dos R$ 3,00 o litro. A leitura faz sentido e, principalmente, ajuda a separar o movimento recente de alta do hidratado de uma eventual mudança estrutural de fundamentos. O que aparece no seu relato é um mercado que saiu de uma situação de excesso de cautela das distribuidoras para uma disputa pontual por disponibilidade, enquanto a oferta das usinas ainda não conseguiu responder plenamente.
O ponto mais importante é que essa firmeza não significa, necessariamente, que o mercado entrou em um ciclo sustentado de alta. O movimento começou pelo lado da demanda e da recomposição de estoques. Com as usinas direcionando maior parcela do mix para o açúcar diante da valorização da commodity, a disponibilidade de hidratado ficou mais restrita.
Ao mesmo tempo, as distribuidoras vinham operando com estoques curtos e compras muito próximas da necessidade imediata, em parte pelo receio de que os preços continuassem recuando. Quando a Raízen Distribuidora aumentou o apetite, acabou funcionando como gatilho para um mercado que já estava fisicamente mais apertado. A partir daí, as demais distribuidoras perceberam a necessidade de recomposição praticamente ao mesmo tempo, mas encontraram um mercado diferente daquele que imaginavam encontrar poucos dias antes: menor oferta, usinas mais firmes e preços em alta.
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