China e EUA discutem acordo de gás liquefeito no LNG

Xi Jinping chegou a Washington na última quarta-feira, 24, com o objetivo de discutir a reativação de um comércio de US$ 6 bilhões ao ano em gás liquefeito natural (LNG) dos Estados Unidos para a China, condicionada à remoção de uma tarifa de 15% imposto pelo governo chinês desde o primeiro trimestre de 2025.

Tarifa chinesa e impacto na indústria

A tarifa de 15% imposto pela China em fevereiro de 2025, logo no início do segundo mandato de Donald Trump, resultou em uma queda drástica nas exportações de LNG dos EUA para a China. Em 2024, os EUA enviavam 64 navios de carga com LNG para a China, mas em 2025 esse número caiu para zero.

No auge, em 2021, os EUA forneciam 12% do total de importações de LNG da China, correspondendo a US$ 6,2 bilhões. Apesar da tarifa, contratos subjacentes não foram cancelados e compradores chineses continuaram honrando-os, vendendo os cargões para mercados europeus e asiáticos.

Impacto da guerra na Qatar

A guerra na Qatar, iniciada em março de 2025, causou danos significativos à indústria de gás natural líquido, incluindo a destruição de duas das 14 unidades produtoras de LNG e uma instalação de conversão de gás em líquido, resultando em perdas estimadas em US$ 20 bilhões por ano. Isso reduziu a capacidade de exportação da Qatar em cerca de 17%, levando a necessidade de aquisição de cargões de outros países.