A crise provocada pelo Caso Master escalou para um patamar sem precedentes dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, ministros avaliam que o próximo movimento está nas mãos do presidente da Corte, Edson Fachin, que determinou nesta quinta-feira (3) que Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em até cinco dias.

Ofensiva de Moraes

Interlocutores que conhecem Moraes no tribunal dizem que, desde que Mendonça decidiu levantar o sigilo do material da PF, já esperavam uma reação do ministro. A avaliação era de que Moraes não deixaria o movimento sem resposta.

Agora, aliados de Mendonça enxergam um objetivo final na ofensiva de Moraes: criar as condições para retirá-lo da relatoria das investigações do Banco Master.

Investigações e relatorias

Outro foco de atenção dentro da Corte é o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Citado no material da PF, Gonet já pediu a anulação do relatório e sustentou que Mendonça extrapolou suas atribuições ao determinar diligências – sob o argumento de que não cabe ao juiz investigar na fase pré-processual.