Crocodilo de 125 milhões de anos revela possível camuflagem
A descoberta de um fóssil de crocodilo de 125 milhões de anos, encontrado em Espanha, está redefinindo o entendimento dos cientistas sobre a aparência e comportamento desses animais ancestrais. O estudo, publicado na revista Zoological Journal of the Linnean Society, utilizou luz ultravioleta para revelar detalhes inéditos sobre a pele e possíveis estruturas sensoriais do animal.
Um pequeno crocodilo preservado há 125 milhões de anos
Aproximadamente 125 milhões de anos atrás, um pequeno crocodilo morreu em um lago karstico próximo à costa do que hoje é a Catalunha, Espanha. Seu corpo se sedimentou em sedimentos finos do lago, onde condições excepcionalmente favoráveis ajudaram a preservá-lo em detalhes minuciosos. Ao longo do tempo, esses sedimentos se transformaram em rochas calizas litográficas, localizadas atualmente no Parque Geológico Global Orígens.
O fóssil, catalogado como MGB-512, mede cerca de 50 centímetros de comprimento e está exposto no Museu de Ciências Naturais de Barcelona. Foi descoberto há mais de um século e recebeu atenção científica nos anos 90, mas agora os pesquisadores conseguiram extrair informações que permaneciam ocultas desde sua descoberta, incluindo a forma e distribuição de suas peles preservadas.
Luz ultravioleta revela detalhes ocultos
A equipe de pesquisadores, liderada pelo Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, utilizou luz ultravioleta para documentar várias estruturas de tecidos moles, incluindo escamas epidermiais. Embora o crocodilo Montsecosuchus depereti já fosse conhecido pela ciência desde o início do século XX, a nova análise fornece o primeiro retrato detalhado de como sua pele era.
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