Descoberta de esqueleto medieval pode revelar primeira evidência de castigo brutal

Em 2019, durante escavações no Cemitério Sanzhiyuan, em Henan, China, foram encontrados os restos mortais de uma mulher que viveu há cerca de 700 anos. Seus ossos apresentavam sinais de uma punição extremamente rara na história, sugerindo que o corte de nariz foi usado como castigo.

Detalhes do esqueleto

A equipe de arqueólogos liderada por Yawei Zhou da Universidade de Zhengzhou analisou o esqueleto e constatou que a mulher, de 40 a 45 anos, foi enterrada de bruços, prática frequentemente usada para criminosos. Suas ossadas cranianas apresentavam danos significativos no local onde o nariz deveria estar, mas não havia sinais de outros ferimentos ou fraturas.

Os exames de tomografia computadorizada revelaram que parte das ossadas do nariz e estruturas internas do nariz foram cortadas. A recuperação óssea indica que a mulher sobreviveu por vários anos após a punição, sugerindo cuidados pós-operatórios adequados.

Contexto histórico

A dieta da mulher, analisada através de amostras ósseas, indicou um consumo simples de milho e baixo teor de proteína animal, sugerindo que ela provavelmente era uma pessoa comum, não pertencente à nobreza.