Descoberta arqueológica revela amputação nasal em mulher de China
A descoberta de uma mulher que viveu na China há cerca de 700 anos, cuja narina foi amputada, pode oferecer uma visão única sobre práticas de punição na China medieval. Os arqueólogos acreditam que ela pode ter sido punida por roubo de cavalos ou gado.
Ao analisar os restos mortais, os pesquisadores identificaram que a mulher, estimada entre 40 e 45 anos de idade, viveu por pelo menos alguns anos após a amputação. Isso sugere que ela usou algum tipo de prótese nasal para cobrir a cicatriz.
Os arqueólogos acreditam que a prática de amputação nasal era uma das cinco punições mais severas na China medieval, junto com decapitação, amputação de membros, esterilização e tatuagem facial. No final da dinastia Yuan, em 1279-1368, a punição era aplicada principalmente para roubos de animais de alto valor ou repetidos envolvendo animais menos valiosos.
Isótopos nos restos mortais indicaram que a mulher provavelmente tinha uma condição socioeconômica modesta, com uma dieta baseada principalmente em milho e pouco proteína animal.
A amputação parece ter sido realizada de forma cirúrgica, com evidências de cicatrizes e remodelamento ósseo. A mulher sobreviveu por anos, embora possivelmente enfrentando dificuldades respiratórias e movimentação da boca superior.
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