Pesquisadores da Universidade da Penn State desenvolveram um dispositivo de memória que utiliza 100 vezes menos energia do que os sistemas atuais, combinando DNA sintético com um semicondutor de perovskita. A inovação foi apresentada em agosto de 2026 e está sujeita a patente.

Como funciona o dispositivo

O sistema utiliza DNA sintético feito a partir de moléculas químicas disponíveis comercialmente, organizadas em sequências genéticas personalizadas. Essas sequências são integradas a cristais de perovskita, um material já usado em células solares e dispositivos de armazenamento.

Aplicação para computação de inteligência artificial

O dispositivo funciona como um memristor, capaz de manter registros de corrente elétrica mesmo após a interrupção do fornecimento de energia. Isso permite que dados sejam armazenados e processados no mesmo local, imitando o funcionamento de neurônios cerebrais. A equipe afirma que, para aplicações comerciais, é essencial a densidade de armazenamento do DNA, que permite compactar bilhões de gigabytes em um espaço pequeno com baixo consumo energético.

Bed Poudel, pesquisador da Penn State e co-autor do estudo, destacou a necessidade de novas soluções para dispositivos de baixa energia, especialmente com o crescimento da inteligência artificial e do uso de computação neuromórfica.