A promulgação da emenda constitucional que extingue a escala de seis dias de trabalho para um de descanso marca um novo capítulo da história das relações trabalhistas no Brasil. A mudança, que garante o direito a dois dias de descanso semanal, ocorre após mais de um século de reivindicações por limites à jornada de trabalho e por condições que assegurem aos trabalhadores tempo para atividades além do emprego. Com base em informações históricas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) , a Agência Brasil fez um levantamento dos principais marcos da evolução da jornada de trabalho no país.

Herança escravista Notícias relacionadas: Descanso de trabalhador não quebra empresas, diz Lula após fim da 6x1. Saiba quando começa a valer o fim da escala 6x1. Congresso promulga emenda de aposentadoria especial de agente de saúde.

Antes das primeiras leis trabalhistas, a economia brasileira foi sustentada por séculos pelo trabalho escravizado. Segundo o TST, a história do trabalho livre e assalariado é relativamente recente no país. Durante 400 anos, a economia brasileira se apoiou no trabalho realizado por pessoas escravizadas.

Já o período de trabalho livre e remunerado tem pouco mais de um século. Essa herança ajuda a explicar por que a construção dos direitos trabalhistas ocorreu de forma gradual. Primeiros passos No início do século 20, trabalhadores passaram a se organizar para reivindicar direitos e limites para a jornada de trabalho.