O Brasil precisa avançar na dragagem e na manutenção de hidrovias para ampliar o uso do transporte fluvial e reduzir o custo logístico do agronegócio, avaliou o presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa. A declaração foi feita durante o Agro Summit, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.

Concorrência entre modais

Sousa defendeu a dragagem das hidrovias, com ressalva de que as intervenções devem ser ambientalmente adequadas. Para ele, diferentes alternativas para o transporte de uma mesma carga ajudam a pressionar custos e reduzem a dependência de um único modal.

Contexto atual

A discussão ocorre após impasses em torno da dragagem no rio Tapajós. Em dezembro de 2025, o governo federal abriu licitação de R$ 74,8 milhões para serviços de dragagem de manutenção entre Santarém e Itaituba, no Pará. Em fevereiro, indígenas ocuparam o terminal da Cargill em Santarém e cobraram consulta prévia às comunidades afetadas. O governo suspendeu o pregão e informou que empreendimentos ligados à Hidrovia do Tapajós seriam precedidos de consulta livre, prévia e informada, nos termos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).