Economista da Universidade de Zurique, Ingvild Almås, investiga por que a desigualdade é aceitável em diferentes países e sob quais condições a redistribuição é apoiada.

Desigualdade baseada em trabalho é vista como mais justa

A pesquisa, publicada na revista The Quarterly Journal of Economics, envolveu 65.000 pessoas de 60 países, representando 80% da população mundial. Os participantes decidiram sobre a distribuição de bônus em um mercado de trabalho online, baseado em desempenho ou sorte.

Os resultados mostram que, em média, a população global aceita a desigualdade financeira se ela for baseada em trabalho, em vez de sorte. Este sentimento é particularmente forte em países como Suíça, que têm sistemas políticos democráticos, são ricos e individualistas.

Diferenças culturais influenciam a percepção da desigualdade

No entanto, há grandes variações entre países. A pesquisa revelou que na Ásia, especialmente em países como China e Índia, a desigualdade baseada em sorte é mais aceita. A maioria desses países também se opõe à redistribuição de riqueza ganha por sorte.