As empresas estão cada vez mais utilizando o uso de inteligência artificial (IA) pelos funcionários como critério para promoções e recompensas, levantando questões sobre a equidade no ambiente de trabalho.

Duncan Trevithick, de 34 anos, trabalha em marketing para uma empresa que treina dados para IA. Ele questiona se o uso eficiente da IA pode ser visto como uma forma de participar de seu próprio desligamento.

Segundo Trevithick, se ele usar a IA para concluir duas dias de trabalho em uma semana, isso simplesmente se torna a nova base de comparação. No curto prazo, isso pode ajudá-lo a avançar na carreira, mas no longo prazo, ele provou que grande parte de seu trabalho não necessita mais de sua intervenção humana.

A Accenture, por exemplo, afirma que a IA é essencial para operar na empresa, e Julie Sweet, CEO da empresa, disse que quem deseja ser promovido deve fazer o que é necessário para operar na Accenture.

Outras grandes empresas como Disney, Meta, JP Morgan e KPMG também introduziram 'leaderboards' de IA para rastrear e classificar o uso de suas plataformas de IA.

Embora 75% dos recrutados pela Gi Group em julho afirmem que não se intimidariam por avaliações de desempenho que incluem competência em IA, isso ainda gera preocupações sobre a equidade no ambiente de trabalho.