A Europa está reavaliando suas políticas de redução de refinarias de petróleo após um novo período de instabilidade energética. Nos últimos vinte anos, o continente reduziu significativamente sua capacidade de refinaria, com o objetivo de promover a transição para energias limpas. No entanto, a recente crise energética, especialmente as tensões geopolíticas na Ucrânia e as restrições do Irã, levaram a uma maior dependência de importações de produtos refinados, exposta a riscos geopolíticos.

Pressão por Proteção e Modernização

Países centrais como Polônia, Tchecia e Eslováquia têm pressionado a Comissão Europeia para implementar uma estratégia a longo prazo que proteja as refinarias europeias. Eles argumentam que as regras climáticas estritas podem deixar a União Europeia demasiadamente dependente de importações de combustíveis estrangeiros. Além disso, eles exigem que a ETS (Sistema de Troca de Emissões da UE) considere adequadamente a concorrência internacional, facilitando condições administrativas e financeiras para melhorias nas instalações.

No último dia útil desta semana, a Comissão Europeia iniciou o primeiro diálogo de alto nível com o setor de refinarias de petróleo europeu. O encontro, co-presidido pelo Comissário para Energia e Habitação, Dan Jørgensen, e pelo Comissário para Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, discutiu a segurança energética, a competitividade industrial e a preparação para situações geopoltécnicas recorrentes.