O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, questionando a condução da ação que confirmou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Questionamentos sobre a rapidez das decisões
Gilmar destacou que as decisões foram tomadas rapidamente, com votos dados em menos de uma hora. Ele registrou que o relator, ministro André Mendonça, deu aval ao pedido de medida cautelar às 8h43, o processo foi incluído na pauta às 9h29 e a sessão foi convocada para às 10h.
O ministro afirma que houve um 'prévio ajuste' entre Fux e Mendonça, sem comunicação aos demais colegiados. Gilmar também registrou que pediu vista logo na abertura da sessão, mas Fux e Nunes Marques adiantaram seus votos após o pedido de vista.
Em sua manifestação, Gilmar destaca que a decisão afastou o diretor-geral e o diretor de inteligência policial da PF, tensionando a separação de poderes, sem que todos os colegiados tivessem o tempo necessário para conhecer os fatos e refletir sobre a decisão.
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