Gloria Steinem, ativista feminista e jornalista americana, faleceu aos 92 anos, em sua casa em Nova York, cercada por familiares e amigos.

Sua passagem pela Terra foi marcada por décadas de trabalho em prol da igualdade entre homens e mulheres. 'Gloria’s near-century on earth were years well-lived, and she continued working for equality until the very end,' afirmou um comunicado divulgado em seu perfil do Instagram.

Steinem teve um papel crucial na introdução de uma perspectiva feminista no mainstream, através de sua jornada de jornalismo rigoroso, palestras públicas e ativismo. Ela escreveu livros sobre diversos temas, incluindo violência doméstica, mutilação genital feminina, indústria do pornô e guerras.

Nascida em 1934 em Ohio, Steinem cresceu em um trailer house. Seu pai abandonou a família quando ela tinha 10 anos, após a mãe sofrer de doenças mentais. Essa experiência influenciou sua visão sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no ambiente de trabalho.

Em 1962, Steinem começou sua carreira jornalística com uma reportagem sobre anticoncepcional para Esquire. Em 1968, trabalhou no New York Magazine, onde popularizou o termo 'liberdade reprodutiva'.