No que se refere às demissões na Jaguar Land Rover (JLR), o governo britânico sinalizou que não investirá dinheiro público para evitar os cortes.

Em conversa com jornalistas, o secretário do Comércio, Jonathan Reynolds, afirmou que não é seu papel 'intervir e gerir empresas'. A empresa, que pertence ao conglomerado indiano Tata Motors, já informou aos funcionários que haverá um programa voluntário de demissões, além de possíveis cortes compulsórios.

A decisão do governo foi tomada após a revelação de que a JLR está planejando cortar até 4.000 postos de trabalho, representando cerca de 12% de sua força de trabalho no Reino Unido, totalizando 34.000 trabalhadores.

De acordo com fontes, as demissões tenderão a ser mais significativas entre os cargos de gestão e desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento, em vez dos trabalhadores de produção.

A JLR está respondendo a pressões internas para compensar a queda nas vendas, influenciada pela crise de segurança cibernética e pelas tarifas impostas pelo governo americano.

Reynolds indicou que o governo não fornecerá financiamento para proteger os empregos, mas abriu a possibilidade de revisar metas de vendas de veículos elétricos.