A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira a redução de mais 50 mil postos de trabalho em todo o mundo, em sua maior reestruturação na história da empresa, visando combater tarifas americanas, sobreprodução e forte concorrência chinesa.

O plano inclui a revisão de quatro fábricas alemãs que eventualmente ficarão sem modelos durante os próximos dez anos. A ação também evita um possível conflito com sindicatos ao adiar a convocação de uma assembleia geral extraordinária.

O CEO Oliver Blume afirmou que a medida é uma 'forte mensagem para o futuro da Volkswagen Group', assumindo responsabilidade por toda a força de trabalho, parceiros e empregos industriais globais.

A decisão segue negociações tensas entre o conselho de administração e a maioria acionista Porsche SE contra sindicatos e o estado de Lower Saxony. A proposta de desmembramento das divisões de veículos passageiros e componentes da Volkswagen não está mais sendo discutida.