Aly Silva, porta-voz do governo transitório de Guinea-Bissau, confirmou que as eleições parlamentares e presidenciais, agendadas para 6 de dezembro, foram adiadas indefinidamente. A decisão foi tomada após a intervenção militar em novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral.

Contexto político

A crise política começou em 26 de novembro de 2025, quando eleições para parlamento e presidente foram realizadas. Antes que os resultados fossem anunciados, o exército assumiu o poder, levando a um impasse entre o então presidente Umaro Sissoco Embalo e seu adversário Fernando Dias da Costa.

Cabi Sanha, advogado e analista político, afirma que a decisão de adiar as eleições era esperada. 'Desde o golpe, pouco foi feito para criar condições para eleições credíveis', disse Sanha.

Consequências políticas

O governo transitório justificou o adiamento pela falta de condições organizacionais e políticas necessárias para as eleições. As datas para submissão de candidaturas já haviam passado, e os partidos políticos e potenciais candidatos não apresentaram suas inscrições. Além disso, Sanha aponta restrições às atividades políticas e falta de diálogo com atores-chave do processo eleitoral.