Um estudo recente pode ter desvendado um mistério antigo sobre o início das contrações durante o parto. De acordo com os pesquisadores, o sistema imunológico do corpo pode ser a chave para entender esse processo.

O útero começa a se contrair após células imunes chamadas macrófagos transferirem energia para suas células musculares através de tubulações microscópicas.

Células imunes e contrações

Os macrófagos, que se formam a partir de células monócitos, são encontrados no tecido muscular do útero no final da gravidez. Essas células transportam mitocôndrias, organelas responsáveis pela produção de energia, diretamente para as células musculares do útero.

Segundo os pesquisadores, essa transferência de mitocôndrias aumenta os níveis de ATP (adenosina trifosfato), uma molécula energética essencial para as contrações musculares. Além disso, a transferência de mitocôndrias também eleva os níveis de uma enzima que desativa o progesterona, um hormônio que inibe as contrações uterinas.

Implicações para a saúde materna

A compreensão desses processos pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para prevenir o parto prematuro, que ocorre antes dos 37 semanas de gestação. Partos prematuros podem levar a complicações graves para o bebê, incluindo problemas neurológicos e respiratórios.