Kenya: Medida contra estrangeiros no comércio informal gera preocupações

Nairobi, 8 de setembro de 2026 - Autoridades Kenianas estão intensificando ações contra estrangeiros trabalhando no comércio informal do país, após o presidente William Ruto pedir que atividades comerciais menores sejam reservadas para cidadãos Kenianos.

O governo anunciou que a aplicação desta lei começaria na semana passada, e parece ter cumprido sua promessa. Ruto justificou a medida como uma proteção para a economia do país, destacando que o foco econômico deve ser em investidores internacionais que trazem capital, criam empregos e contribuem para a produção local.

Reações mistas entre os Kenianos

As reações dos Kenianos a essas mudanças têm sido mistas. Alguns apoiam a medida, argumentando que os estrangeiros têm tirado oportunidades de trabalho em um mercado econômico fraco.

"Já estamos sofrendo há muito tempo. Nossos empregos são roubados", disse James Mwaurah, morador de Nairobi, acrescentando que muitos Kenianos estão desempregados e competindo com trabalhadores estrangeiros que frequentemente aceitam salários mais baixos.

Outros, no entanto, apoiaram a iniciativa do governo para aplicar leis migratórias e regulamentações comerciais, mas rejeitaram a ideia de expulsar estrangeiros simplesmente.

"Aceitamos estrangeiros em nosso país. Legalmente, vivemos em paz com eles", disse Babu Claudius, outro morador de Nairobi.

A situação política à vista das eleições

Segundo a economista política Sheila Owigo Olang, não há evidências de que expulsar os comerciantes estrangeiros resultará imediatamente em mais oportunidades para cidadãos Kenianos.

"Muitas dessas medidas parecem estar ocorrendo em um momento conveniente antes das eleições", afirmou Owigo Olang, descrevendo a atual campanha contra os comerciantes estrangeiros como uma 'política populista'.