O líder de uma seita apocalíptica queniana, Paul Mackenzie, foi considerado culpado pelo assassinato de 191 pessoas. Todas elas, exceto uma, eram crianças.

Mackenzie ordenou que os membros da sua seita deixassem seus filhos passarem fome até a morte, para poderem 'encontrar Jesus'. Sua doutrina proibia a educação e afirmava que a medicina moderna era 'maligna'.

A juíza Diana Mochache, em Mombasa, declarou que os seguidores de Mackenzie acreditavam que ele fosse 'porta-voz de Jesus'. Um dos acusados declarou que Mackenzie havia dito aos seus seguidores que qualquer pessoa que 'resistisse à ordem de jejuar deveria ser forçada a ir para o céu com socos e pontapés'.

Consequências trágicas

Em 2023, mais de 400 corpos foram descobertos em covas rasas na floresta de Shakahola, perto do litoral queniano, onde ele liderava seus seguidores.

Stephen Mwiti, um pai que perdeu todos os seus seis filhos para a seita, declarou: 'Sou um homem feliz por todas as pessoas terem sido condenadas. Todos os meus seis filhos morreram na floresta de Shakahola'