Uma pesquisa publicada na revista Open Medicine conclui que a melhor compreensão digital de saúde incentiva jovens adultos a visitarem consultórios médicos em vez de substituí-los por tratamentos autossupervisionados.
O estudo, intitulado 'e-health literacy, health-seeking behaviors, and perceived ease of use of digital health systems in outpatients', analisou 847 pacientes adultos entre 18 e 43 anos no Hospital Gazi Universitário em Ancara, Turquia. Os pesquisadores avaliaram como a literacia e a facilidade de uso de sistemas digitais de saúde influenciam o comportamento de busca por cuidados e o uso de plataformas nacionais turcas, como o Sistema Central de Agendamento Médico (MHRS) e o Registro de Saúde Pessoal (e-Nabız).
A literacia e a facilidade de uso de sistemas digitais de saúde foram medidas pelo Escala de Literacia em Saúde Digital (eHEALS), onde pontuações mais altas indicam maior habilidade.
Os resultados mostraram que a literacia e a facilidade de uso de sistemas digitais de saúde não incentivam necessariamente a substituição de consultas médicas por auto-diagnósticos e tratamentos autossupervisionados. Em vez disso, esses fatores estão associados a uma maior procura por assistência médica e a uma utilização mais intensa desses sistemas digitais para preparar-se e buscar cuidados profissionais.
A pesquisa também destacou como variáveis demográficas diárias moldam as escolhas dos pacientes: mulheres usam mais canais digitais e profissionais de saúde, enquanto níveis educacionais mais altos predizem mais visitas a profissionais de saúde.
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