Nova pesquisa indica que quase dois terços das crianças australianas entre 10 e 17 anos receberam ao menos uma forma de comunicação relacionada a aliciação de estranhos online no último ano, enquanto um terço relatou receber pedidos diretos por informações sexuais ou interações.
O estudo, liderado pela Universidade de Adelaide, envolveu uma pesquisa online com cerca de 300 crianças australianas nessa faixa etária. O objetivo foi refletir as características demográficas da população australiana e fornecer uma visão geral dos experiências online das crianças, embora não seja uma amostra representativa nacional.
A pesquisa, publicada em Child Abuse & Neglect, foi realizada em colaboração com pesquisadores da eSafety, Australian Institute of Criminology e Michigan State University.
Comunicações comuns envolvem construção de confiança
A maioria das experiências envolvia comunicação relacionada à construção de confiança, perguntas pessoais e comportamentos de avaliação de risco, como estranhos discutindo interesses comuns e perguntando sobre a vida, relacionamentos ou atividades online das crianças.
Comunicações mais explícitas solicitando informações sexuais, conversas ou imagens foram menos comuns, mas ainda foram experimentadas por um número significativo de crianças, com cerca de uma em cada cinco sendo solicitadas a enviar fotos ou vídeos de si mesmas ou se encontrar pessoalmente.
Menos de um terço das crianças se sentiu incomodada
Muitas crianças relataram sentir-se indiferentes sobre essas interações, muitas vezes acreditando que estavam comunicando-se com outra criança e respondendo por nada ou restringindo o comunicador de entrar em contato novamente.
Isso sugere que alguns comportamentos de aliciação podem se misturar com conversas online normais e podem ser difíceis de reconhecer.
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