Um mistério de 150 anos sobre a identidade de um grucho gigante extinto que habitava Europa há mais de 20.000 anos foi resolvido por pesquisadores da Universidade de Bournemouth (BU).

O estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, revelou que as ossadas anteriormente atribuídas a uma espécie extinta de grucho gigante, descritas pelo biólogo francês Alphonse Milne-Edwards em 1871, na verdade pertencem a versões maiores do grucho comum que ainda existe hoje.

Descoberta através de análise genética

A pesquisa, liderada pelo professor John Stewart, de evolução paleoecológica, utilizou amostras de DNA antigo de 18 ossos de grucho encontrados em locais como Inglaterra, País de Gales, França, Alemanha e Ilhas Baleares. A análise genética permitiu identificar a espécie correta.

Anteriormente, estudos baseavam-se apenas no tamanho e forma das ossadas para entender esses grandes pássaros, mas a análise genética oferece uma imagem mais precisa.

Motivação para novas pesquisas

Os pesquisadores agora buscam entender por que esses gruços diminuíram em tamanho. Suspeitam que fatores como a drenagem de áreas úmidas e mudanças na utilização do solo humano possam ter contribuído, mas mais trabalho é necessário para confirmar isso.