Homenagens deixadas por apoiadores do professor de Cambridge, Jason Arday. Foto por CHRIS RADBURN / AFP Após uma ascensão meteórica aos mais altos escalões do meio acadêmico britânico, Jason Arday foi encontrado morto em sua casa em Londres, em 14 de agosto de 2026. Arday passou semanas se defendendo de acusações de plágio.
A maneira como essas acusações ganharam vida própria no ecossistema da mídia é um forte lembrete do alto preço que as pessoas podem pagar em uma cultura que transformou a originalidade em uma espécie de virtude moral. Em 2023, aos 38 anos, o acadêmico havia sido nomeado professor de sociologia da educação na Universidade de Cambridge, tornando-se o professor negro mais jovem nos 800 anos de história da instituição. Nove dias antes de sua morte, Arday havia renunciado ao cargo de professor.
Ele enfrentava críticas crescentes sobre detalhes improváveis e inconsistentes que apareciam em suas memórias, com lançamento previsto para as próximas semanas pela editora Simon & Schuster. A editora de Arday o apoiou, elogiando o “profissionalismo e a integridade” do acadêmico. Agora no g1 Mas a originalidade da tese de Arday e de seus outros trabalhos acadêmicos também estava sendo questionada, levando a várias acusações de plágio.
Arday negou veementemente as acusações, sugerindo que quaisquer erros fossem resultado de seu autismo. Ele também alegou que seus acusadores eram motivados por racismo. A controvérsia em torno do trabalho de Arday reflete uma tendência contínua de opositores ideológicos lançarem acusações de plágio para se prejudicarem mutuamente.
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