Nascido em 1937 e com quase 90 anos de idade, o diretor Ridley Scott não demonstra sinais de cansaço nem de que vai se aposentar tão cedo. Prova disso é o lançamento de “Ponto sem retorno”, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (27). O filme ambientado em um mundo apocalíptico se beneficia do (aparente) fôlego inesgotável do cineasta de 88 anos, que além deste longa, está envolvido outras produções que estão em andamento e sem previsão de lançamento.

O trabalho de Scott é, certamente, um dos grandes méritos do filme. Além de mostrar um bom domínio de seu ofício, o cuidado com a parte técnica fica bastante visível no longa, como a fotografia e o design de produção. Só que, mesmo com todas essas qualidades, o filme peca em contar uma história nada original, que se fragiliza ainda mais com um excesso de elementos já vistos em boa parte de filmes do mesmo estilo.

A trama se passa num futuro em que a humanidade foi praticamente dizimada por um vírus e há poucos humanos sobreviventes pelo mundo. Um deles é Hig (Jacob Elordi, de “Frankenstein”), que vive numa base aérea abandonada ao lado de Bangley (Josh Brolin, de “Vingadores: Ultimato”) e seu cão Jasper (Raksha). Além de ajudar o amigo a manter o local livre de possíveis ameaças externas, Hig usa um avião bimotor antigo para encontrar suprimentos e mantém a esperança de que existe um mundo além das fronteiras onde se encontra.

Um dia, Hig decide sair da base por causa de um evento inesperado e uma transmissão que pode indicar algo que ele busca há muito tempo.