O líder do golpe militar em Myanmar, Min Aung Hlaing, encerrou uma visita de três dias ao Vietnã neste domingo, onde os países vizinhos prometeram fortalecer suas relações em defesa e segurança.

Desde a posse de Min Aung Hlaing como presidente em abril, após eleição considerada fraudulenta, ele realizou seis viagens internacionais em cinco meses, incluindo recentes visitas a países como Índia, China, Laos, Tailândia, Rússia e agora o Vietnã.

Segundo especialistas, a intenção é diversificar as alianças e normalizar relações bilaterais, apesar das acusações de violações de direitos humanos.

Condições humanitárias em Myanmar

A situação humanitária no país piorou significativamente, conforme relatado pela ONU. O conflito civil já resultou em mais de 100.000 mortes e deslocou mais de 3 milhões de pessoas.

A comunidade internacional impôs severas sanções contra o regime militar, levando a processos por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Divergências na ASEAN

Enquanto alguns países da região mantêm relações com o regime militar, outros, como Malásia, Indonésia e Filipinas, rejeitam participar de reuniões de alto nível da ASEAN com Min Aung Hlaing.