Novo sistema de edição genética promete avançar pesquisa em plantas
Um novo sistema de edição genética chamado SmartPE, desenvolvido por pesquisadores chineses, pode tornar mais fácil para os cientistas introduzirem alterações genéticas precisas em plantas como tomates, soja e colza.
A técnica de edição genética conhecida como prime editing permite instalar substituições de base e pequenas inserções ou deleções sem quebra dupla de fita genética, com poucos eventos off-target e produtos secundários. No entanto, sua eficiência é baixa em plantas de sementes, variando amplamente entre os locais de alvo.
Como funciona o SmartPE?
O novo sistema introduz desalinhamentos nos modelos de transcriptase reversa (RTTs) de duas guias de edição primária (pegRNAs), combinando essa estratégia com um elemento regulação cis e uma transcriptase reversa engenhada.
No estudo, liderado pela professora Gao Caixia do Instituto de Genética e Desenvolvimento Biológico (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências (CAS), foram testados vários métodos para aumentar a eficiência da edição genética.
Resultados e aplicações
No protoplasma, seis de nove alvos de tomate alcançaram eficiência superior a 10%, nove de onze alvos de soja superaram 5% e cinco alvos de colza alcançaram ou superaram cerca de 10%. O uso de substituições sinônicas para criar desalinhamentos RTT permitiu substituições de aminoácidos em alvos de soja e tomate com eficiência 1,6 a 11,1 vezes maior.
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