O fenômeno cultural das Backrooms, que se tornou um grande sucesso no cinema de terror em 2026, tem suas raízes na descoberta do 'noclip' nos jogos eletrônicos. Este conceito, que permite aos jogadores atravessar paredes e explorar áreas ocultas, gerou um interesse crescente por esses espaços liminais, que agora são explorados em uma produção cinematográfica que arrecadou US$ 262 milhões.

A origem das Backrooms remonta a um fórum do 4chan, onde, em maio de 2019, um usuário postou uma imagem de um quarto vazio com papel de parede amarelo característico. A foto, que não tinha iluminação natural e apresentava uma parede saliente inexplicável, chamou a atenção de outros internautas. Em resposta, um segundo usuário descreveu um conceito que viria a se tornar a base para a narrativa de um futuro filme de terror.

“Se você não tomar cuidado e noclipar para fora da realidade em áreas erradas, você acabará nas Backrooms”, dizia o post inicial. Para quem não está familiarizado, o termo “noclip” refere-se a um modo de jogo onde a colisão com objetos sólidos é desativada, permitindo que os jogadores se movam livremente por paredes e pisos. Essa ideia é semelhante à cena em que o personagem de Chiwetel Ejiofor no cinema encontra uma parede permeável em sua loja de móveis e passa para o mundo do outro lado.

O impacto dos espaços liminais na cultura pop

As Backrooms capturaram a imaginação de muitos devido à sua atmosfera inquietante e ao seu conceito de espaços infinitos e vazios. Esses ambientes, que evocam uma sensação de desorientação e desconforto, tornaram-se um tema recorrente em jogos e na internet, influenciando desenvolvedores e criadores de conteúdo. Esse fenômeno destaca a capacidade dos jogos de criar experiências únicas e imersivas, levando os jogadores a explorar o desconhecido.

O filme que se baseia nesse conceito, lançado em 2026, explora a narrativa de um personagem que se perde em um desses espaços. A produção, que já é considerada uma sensação, não apenas atraiu a atenção do público, mas também gerou discussões sobre a intersecção entre jogos e cinema, mostrando como as histórias podem transcender plataformas.

O futuro das Backrooms e o 'noclip'

À medida que o interesse por esses ambientes cresce, é provável que mais desenvolvedores de jogos e cineastas explorem o conceito das Backrooms em suas obras. O 'noclip', uma mecânica que já provocou fascínio entre os jogadores, poderá continuar a ser uma ferramenta poderosa para a criação de narrativas envolventes e experiências de terror. O sucesso do filme e o impacto cultural das Backrooms indicam que essa tendência pode estar apenas começando.