No interior do Maranhão, uma creche custou R$ 1,8 milhão e ficou parcialmente concluída, enquanto em Roca Sales, no Rio Grande do Sul, uma escola parou com apenas 9% concluída. Esses casos são parte de um levantamento que revela 3.784 obras de educação paralisadas ou inacabadas no país, afetando cerca de 632 mil crianças.
Uma em cada duas obras não avança
O Tribunal de Contas da União registra que, entre 2019 e 2025, a proporção de obras paradas aumentou de 37,5% para 50,7%, totalizando 11.469 obras paradas em abril de 2025, sendo 8.053 delas escolas, creches, postos e hospitais.
Essas obras paralisadas são consideradas patrimônio pelo Estado, mesmo quando abandonadas, gerando um paradoxo econômico. O balanço patrimonial registra a obra em andamento, mas não a perda financeira e social resultante do abandono.
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