O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu nesta terça-feira (1º/9) a extinção de uma apuração determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal , que levou a Polícia Federal a aprofundar a análise de possíveis vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Para a PGR, tanto a ordem de investigação quanto os elementos obtidos a partir dela são nulos. Reprodução Para a PGR, Mendonça ultrapassou os limites da atuação judicial na fase pré-processual A manifestação foi apresentada na Petição 16.662, relatada por Mendonça.
O procedimento foi aberto por determinação do próprio ministro com o objetivo, segundo documento citado pela PGR, de investigar uma possível infiltração de Vorcaro em altas instâncias de instituições da República e identificar integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento mantida pelo empresário. Na avaliação do procurador-geral, o ministro do STF tinha conhecimento de que a determinação alcançaria autoridades com foro por prerrogativa de função, inclusive Alexandre. Gonet ressaltou que o nome do magistrado já aparecia nos informes policiais mencionados na decisão e que o próprio relator havia determinado anteriormente a entrega do dispositivo que continha os dados posteriormente examinados pela PF.
“Não importa o grau de investigação que a providência constitui, é inegável que houve imersão em elementos dos autos para buscar indicativos de envolvimento do ministro Alexandre de Moraes em ilícitos”, afirmou Gonet.
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