O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta quinta-feira que não há evidências de que o governo marroquino tenha provocado o grande fluxo migratório na fronteira de Ceuta, no final de julho. A declaração foi feita em resposta ao aumento de cerca de 70 mil pessoas tentando atravessar a fronteira, o que gerou crise política e emergência humanitária.

Morte de pelo menos 141 pessoas

Segundo dados de organizações não governamentais marroquias, até o momento, cerca de 141 pessoas morreram tentando entrar na enclava espanhola. O fluxo levantou tensões dentro da União Europeia sobre migração e reacendeu debates sobre políticas de imigração.

Acusações de desinformação

Sánchez acusou Israel e a Rússia de espalhar desinformações sobre o incidente, afirmando que os dois países estão envolvidos em campanhas de disinformação internacional. Ele destacou que a cooperação entre os países é essencial para enfrentar os desafios migratórios.