O confronto comercial entre Canadá e Estados Unidos colapsou no dia 21 de agosto de 2026, após o governo norte-americano impor tarifas de 50% sobre cerca de 20 bilhões de dólares em produtos canadenses.
O Ottawa respondeu com a mesma alíquota sobre importações dos EUA, mantendo uma postura de defesa da autonomia comercial. Até o último momento, os dois lados haviam negociado como se um acordo estivesse próximo.
Política de soberania comercial
Dan Ciuriak, especialista do Centro para Governança Internacional em Waterloo, classificou a proposta dos EUA de "fortress North America" e destacou que isso transforma a questão em um debate sobre soberania nacional.
Segundo ele, se Canadá se alinhar totalmente às políticas dos EUA — especialmente sobre comércio com a China — perde autonomia na formulação de suas próprias decisões comerciais.
Reação do público e impacto econômico
O governo canadense também denunciou que Washington solicitou alterações nas regras sobre filmes e programas em língua francesa, considerando isso uma interferência na cultura nacional.
Um levantamento da Angus Reid Institute mostra que 75% dos canadenses apoiam a postura de resistência. Em 2026, o número de viagens de canadenses aos EUA caiu para cerca de 500 mil em três meses, com redução de cerca de 800 milhões de dólares em despesas.
Um estudo revela que 40% dos consumidores canadenses verificam a origem dos produtos e evitam itens americanos quando possível. Os novos impostos afetam apenas cerca de 5% dos 382 bilhões de dólares em exportações canadenses para os EUA.
O Royal Bank of Canada alertou que um acordo não alcançado poderia impactar negativamente a economia canadense.
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