Na quinta-feira, policiais turcos usaram gás lacrimogênio para dispersar manifestantes pró-LGBTQ em Izmir, cidade localizada na costa oeste do país. A ação ocorreu após uma série de operações policiais realizadas no sábado, que resultaram em detenções de dezenas de pessoas.

Contexto

A repressão se segue a uma campanha governamental que visa promover valores familiares tradicionais. O presidente Recep Tayyip Erdogan já havia rotulado a comunidade LGBTQ como uma 'movimento deviante' de 'pervertidos'.

Centenas de pessoas se reuniram em Izmir para protestar contra as detenções, gritando consignas como 'Você nunca está sozinho' e 'Que sua suposta família sagrada vá para o inferno', em referência às justificativas oficiais das autoridades.

Reações internacionais

A União Europeia expressou preocupação sobre as detenções e pediu ao governo turco que respeite os direitos humanos. O ministro da Justiça, Akin Gurlek, afirmou que as operações fazem parte de um plano de 'Decêndio da Família' do presidente Erdogan, visando proteger a sociedade.

Em resposta, os organizadores dos protestos rejeitaram essa justificativa, argumentando que a proteção familiar não justifica ações como buscas domiciliares matinais, prisões arbitrárias e investigações sobre identidades LGBTQ.