No início de 2020, começaram a circular rumores em vilas ao redor do Reservatório de Yangambi, na província de Tshopo, República Democrática do Congo. Segundo esses rumores, uma nova torre científica estava extraíndo oxigênio da floresta tropical circundante e enviando-o para Europa, onde seria vendido com lucro.
Rumores ganham força em 2024
Em maio de 2024, outro rumor espalhou-se rapidamente pelas redes sociais em Kisangani, a capital provincial. Desta vez, a torre era acusada de causar calor extremo ao remover oxigênio da atmosfera. A então ministra do Meio Ambiente, Ève Bazaiba, atribuiu tais alegações à 'ignorância' e 'superstições', postando um vídeo nas redes sociais para demonstrar que a torre, conhecida como CongoFlux, não extrai oxigênio, mas mede trocas de gases de efeito estufa entre a floresta e a atmosfera.
Embora corrigir a ciência seja importante, esses rumores também oferecem insights sobre as pessoas que os espalham e suas relações com a conservação. Uma pesquisa recente, publicada em Environmental Sociology, revelou que os rumores são formas de contestar a conservação, mas também de fazer afirmações sobre quem deve beneficiar desses projetos.
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