O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, negou que Washington esteja buscando 'comandar' petróleo venezuelano, em meio a crescentes críticas ao acordo energético firmado entre os EUA e os líderes interinos da Venezuela.

Contradição política

A declaração foi dada durante uma entrevista à CNBC, onde Wright afirmou: 'Absolutamente não'. Ele rejeitou a acusação de que o governo americano estaria realizando uma 'diplomacia pesada' para 'apropriar-se' do petróleo venezuelano em violação à Constituição do país sul-americano.

Wright chegou à capital venezuelana, Caracas, na noite de segunda-feira, quatro dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o que chamou de 'a maior transação de petróleo da história mundial'.

Segundo o governo americano, o acordo visa garantir a 'dominação energética dos EUA para o próximo século' e expulsar influências estrangeiras, como China e Rússia, das reservas petrolíferas da Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo.

Criticismo político

Políticos e jornalistas criticaram o acordo, comparando-o a cenas do filme 'O Poderoso Chefão II', onde americanos negociam com um ditador estrangeiro.

Outros argumentaram que o acordo representa uma forma de 'diplomacia pela força' ou 'diplomacia pelo punho', já que a Venezuela está sob controle de um governo interino instalado após a captura do presidente Nicolás Maduro.